segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Cão lobo checoslovaco

Cão lobo checoslovaco

. História
. Temperamento
. Características físicas

O Cão lobo tchecoslovaco (em tcheco: Československý vlčák) é uma raça canina originária da Tchecoslováquia (Atual República Tcheca e Eslováquia). Considerada relativamente nova, surgiu a partir de 1955 do cruzamento entre um pastor-alemão e uma loba da cordilheira dos Cárpatos.

Cão lobo tchecoslovaco

Cão lobo checoslovaco


No ano de 1955, foi realizada na CSSR (atual Tchecoslováquia), uma experiência biológica, onde se cruzou um cão da raça Pastor Alemão com uma loba da cordilheira dos Cárpatos. Este tipo de experiência demonstrou que era possível obter e criar uma descendência fértil tanto pelo cruzamento de um cão com uma loba, quanto de um lobo com uma fêmea canina. A maioria dos produtos destes acasalamentos possuía as aptidões genéticas necessárias para a continuação da criação. Em 1965, após o término das experiências, elaborou-se um plano de criação sistemática desta nova raça, que deveria unir as características do lobo com as qualidades favoráveis do cão. Em 1982, por meio do Comitê Geral dos Criadores Associados da CSSR daquela época, o Cão Lobo Tchecoslovaco foi reconhecido como raça nacional.

Temperamento

Cão lobo tchecoslovaco

Vívido, ativo, resistente, dócil com reações rápidas. Destemino e corajoso. Desconfiado. Demonstra uma excepcional fidelidade para com o seu dono. Resistente às intempéries. Cão de utilidade versátil. O Cão Lobo Checoslovaco desenvolve uma relação social muito forte não apenas com o seu dono mas também com toda a família. Inclusive eles admitem uma posição privilegiada às crianças e as deixam fazer determinadas ações que não permitiriam à adultos ou outros cães. Aprendem a coabitar com outros animais domésticos que já pertençam à família, contudo, se encontrarem animais desconhecidos podem ocorrer problemas. Possuí um forte instinto de caça. Aprende com facilidade, contudo não é de esperar que treine espontaneamente. É necessário encontrar uma motivação para o treino. A causa mais comum de falhas no treino é o cansaço do cão devido a inúteis repetições sem fim do mesmo exercício que acaba na perda de motivação. O lobo checo tem várias formas de se comunicar, o latido não é natural para eles, então tentam se comunicar com o dono de outras formas. É um cão rústico, forte e com sentidos apurados. Deve ser socializado e adestrado desde cedo.

Características físicas


Cão lobo tchecoslovaco
Pelagem reta e bem assentada. As pelagens de inverno e a de verão são bem distintas. No inverno predomina um imenso subpelo e junto com o pelo de cobertura, forma uma grossa pelagem sobre todo o corpo. As colorações comuns são do cinza-amarelado ao cinza-prateado com uma máscara clara característica. Pelos claros também na base do pescoço e no antepeito. A cor cinza escuro com máscara clara é permitida. Fisicamente, os machos devem possuir pelo menos 65 cm na altura da cernelha e pesar no mínimo 26 kg, podendo atingir cerca de 36 kg; as fêmeas devem possuir no mínimo 60 cm na altura da cernelha e pesar no mínimo 20 kg. Possui grande semelhança com o lobo.

Ficha técnica

Nome original
Československý vlčák
Outros nomes
Czech wolfdog
Cão lobo tchecoslovaco
País de origem
 Tchecoslováquia
Características
Peso macho
no mínimo 26 kg
Peso fêmea
no mínimo 20 kg
Altura macho
no mínimo 65 cm na cernelha
Altura fêmea
no mínimo 60 cm na cernelha
Cor
desde o cinza-amarelado ao cinza-prateado, com máscara clara
Classificação e padrões
Federação Cinológica Internacional
Grupo
1 - Cães pastores e boiadeiros (exceto boiadeiros suíços)
Seção

Utilizaçãoː Cão de trabalho

Aves - Tudo que as caracterizam

Aves

 

Aves são uma classe de seres vivos vertebrados endotérmicos caracterizada pela presença de penas, um bico sem dentes,oviparidade de casca rígida, elevado metabolismo, um coração com quatro câmaras e um esqueleto pneumático resistente e leve.

Águia
As aves estão presentes em todas as regiões do mundo e variam significativamente de tamanho, desde os 5 cm do colibri até aos 2,75 m da avestruz. São a classe de tetrápodes com o maior número de espécies vivas, aproximadamente dez mil, das quais mais de metade são passeriformes.

As aves apresentam asas, que são mais ou menos desenvolvidas dependendo da espécie. Os únicos grupos conhecidos sem asas são as moas e as aves-elefante, ambos extintos. As asas, que evoluíram a partir dos membros anteriores, oferecem às aves a capacidade de voar, embora a especiação tenha produzido aves não voadoras, como as avestruzes, pinguins e diversas aves endêmicas insulares.

Os sistemas digestivo e respiratório das aves estão adaptados ao voo. Algumas espécies de aves que habitam em ecossistemas aquáticos, como os pinguins ou a família dos patos, desenvolveram a capacidade de nadar.
Algumas aves, especialmente os corvos e os papagaios, estão entre os animais mais inteligentes do planeta.

Beija-flor
Algumas espécies constroem e usam ferramentas e passam o conhecimento entre gerações. Muitas espécies realizam migrações ao longo de grandes distâncias. As aves são animais sociais que comunicam entre si com sinais visuais, chamamentos e cantos, e realizam atividades comunitárias como procriação e caça cooperativa, voo em bando e grupos de defesa contra predadores.

A grande maioria das espécies de aves são monogâmicas, geralmente durante uma época de acasalamento e por vezes durante vários anos, mas raramente durante toda a vida. Outras espécies são polígamas ou, mais raramente, poliândricas. As aves reproduzem-se através de ovos, que são fertilizados por reprodução sexual e geralmente colocados num ninho onde são incubados pelos progenitores.

A maior parte das aves apresenta um período prolongado de cuidados parentais após a incubação. Algumas aves, como as galinhas, põem ovos mesmo que não sejam fertilizados, embora esses ovos não produzam descendência.
As aves, e em particular os fringilídeos de Darwin, tiveram um papel importante no desenvolvimento da teoria da evolução por seleção natural de Darwin. O registo fóssil indica que as aves são os últimos sobreviventes dos dinossauros, tendo evoluído a partir de dinossauros emplumados dentro do grupo terópode dos saurísquios.

Tucano
As primeiras aves apareceram durante o período cretácico, há cerca de 100 milhões de anos, e estima-se que o último ancestral comum tenha vivido há 95 milhões de anos. As evidências de ADN indicam que as aves se desenvolveram extensivamente durante a extinção do Cretáceo-Paleogeno que matou os dinossauros não avianos.
As aves na América do Sul sobreviveram a este evento, tendo depois migrado para as várias partes do mundo através de várias passagens terrestres, ao mesmo tempo que se diversificavam em espécies durante os períodos de arrefecimento global. Algumas aves primitivas dentro do grupo Aviala e datam do período Jurássico. Muitos destes ancestrais das aves, como o Archaeopteryx, não tinham plena capacidade de voo e muitos apresentavam ainda características primitivas como mandíbula em vez de bico e cauda vertebrada.

Muitas espécies de aves têm importância econômica. As aves domesticadas (de capoeira) e não domesticadas (de caça) são fontes importantes de ovos, carne e penas. As aves canoras e os papagaios são animais de estimação populares. O guano é usado como fertilizante. As aves são um elemento de destaque na cultura. No entanto, desde o século XVII que cerca de 120 a 130 espécies foram extintas devido à ação humana e várias centenas foram extintas nos séculos anteriores. Atualmente existem 1 375 espécies de aves ameaçadas de extinção, embora haja esforços no sentido de as conservar. A observação de aves é uma atividade importante no setor do ecoturismo.

A capacidade de voar proporcionou às aves uma diversificação extraordinária, pelo que hoje em dia vivem e reproduzem-se em praticamente todos os habitats terrestres e em todos os sete continentes. O petrel-das-neves nidifica em colônias que já foram observadas a distâncias de 440 km do litoral da Antártida.  A maior biodiversidade de aves tem lugar nas regiões tropicais. Anteriormente, pensava-se que esta maior diversidade era o resultado de uma maior velocidade de especiação nos trópicos. No entanto, estudos mais recentes verificaram que a especiação é superior nas latitudes mais elevadas, embora a velocidade de extinção seja também superior à dos trópicos. Várias famílias de aves evoluíram para se adaptar à vida nos oceanos. Algumas espécies de aves marinhas regressam à costa apenas para nidificar e alguns pinguins são capazes de mergulhar até 300 metros de profundidade.

Águia
Regra geral, o número de espécies que se reproduz em determinada área é diretamente proporcional ao tamanho dessa área e à diversidade de habitats disponíveis. O número total de espécies está também relacionado com factores como a posição dessa área em relação às rotas de migração e ao número de espécies que aí passam o inverno.
Na Europa a oeste dos montes Urais, incluindo grande parte da Turquia, vivem cerca de 540 espécies de aves. Na Ásia vivem 2 700 espécies, o que corresponde a 25% da avifauna mundial, e só na Rússia vivem cerca de 700. Em África vivem cerca de 2 300 espécies. Em todo o continente americano vivem cerca de 4 400 espécies, embora em alguns países da América central e do sul haja mais de mil espécies. A Costa Rica é a região com maior número de espécies em relação ao tamanho, com cerca de 800 conhecidas numa área de apenas 51 000 km2.

Muitas espécies de aves estabeleceram o seu território nas regiões em que foram introduzidas pelo ser humano. A introdução de algumas espécies foi deliberada, como por exemplo o faisão-comum, que foi introduzido em todo o mundo como ave de caça. Outras introduções foram acidentais, como o periquito-monge que atualmente está presente em várias cidades norte-americanas como consequência de fugas de cativeiro. Algumas espécies, como a garça-boieira,  o gavião-carrapateiro e a cacatua-galah expandiram-se muito para além do seu território inicial de forma natural, à medida que a agricultura foi criando novos habitats.

Garça
Em comparação com outros vertebrados, as aves apresentam um corpo com diversas adaptações invulgares e únicas que lhes permitem voar, mesmo que sejam apenas estruturas vestigiais ou que sejam usadas para deslocação terrestre ou aquática.
Embora haja várias particularidades ósseas e anatômicas exclusivas das aves, a presença de penas é a mais proeminente e distintiva característica das aves. As aves possuem também um órgão único entre os animais, a siringe, que lhes permite produzir os cantos e chamamentos.
A pele das aves é praticamente ausente de quaisquer glândulas, à exceção da glândula uropigial que produz um óleo que protege e impermeabiliza as penas.

Aves
As aves são animais endotérmicos que mantêm uma temperatura de aproximadamente 41 °C, podendo ser ligeiramente inferior durante as horas de sono e ligeiramente superior durante os períodos de atividade intensa. As penas e, em algumas espécies, a gordura subcutânea, oferecem isolamento térmico. Como não possuem glândulas sudoríparas, o excesso de calor é dissipado pela respiração rápida que, em algumas espécies, pode chegar às 300 respirações por minuto. Algumas espécies são capazes de hibernar temporariamente.

Nas aves voadoras de maior dimensão, os ossos são permeados por cavidades de ar e o sistema respiratório é constituído por sacos de ar, o que contribui para diminuir o seu peso. O albatroz é a ave voadora com maior envergadura de asas, que pode atingir os 3,5 metros, enquanto o cisne-trombeteiro pode atingir os 17 kg de peso.
A menor ave é o colibri-cubano, que pode medir 5–6 cm de comprimento e pesar apenas 3 gramas.
Quando as aves perdem a capacidade de voar deixam de estar limitadas pelo peso, como é o caso da avestruz, que pode atingir os 2,75 metros de altura e pesar 150 kg
Órgãos das aves

(Fonte:wikipédia)