segunda-feira, 14 de novembro de 2016

TRÁFICO DE ANIMAIS SILVESTRES

Depois do tráfico de drogas e de armas, que movimentam mais de US$10 bilhões por ano, sendo 1,5 bilhões apenas no Brasil, a atividade ilícita mais lucrativa de todo o planeta é o tráfico de animais silvestres .

Diga não ao comércio ilegal de animais
Preguiça
Se desmatamento, urbanização e poluição são as principais causas do desaparecimento de espécies animais e vegetais, o tráfico de animais também tem um impacto significativo sobre as espécies, já que a cada 10 animais que são capturadas, 9 morrem durante a captura, o transporte ou no cativeiro. No Brasil, o tráfico de animais silvestres é considerado Crime ambiental conforme legislação em vigor.

Tráfico de animais é o comércio ilegal de animais retirados da natureza e movimenta o mercado da caça ilegal.

Embora muitos dos animais capturados dentro do território brasileiro sejam destinados a comercialização fora do país, o comércio interno é muito maior, sendo 95% dos animais silvestres capturados ilegalmente vendidos dentro do Brasil. As principais rotas são as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Tráfico de animais silvestres
Onça-pintada
As aves são os principais alvos do comércio ilegal, representando mais de 80% de todas as espécies comercializadas. Em geral, os pscitacídeos, como as araras e o papagaio-verdadeiro, são os que mais atraem os compradores devido sua grande beleza e a cultura brasileira de se ter um animal silvestre de estimação. Esses animais, representam também o grupo com maior número entre as espécies ameaçadas de extinção e por causa disso, possuem um alto valor no mercado, já que quanto mais raro e vulnerável é o animal, mais alto é o seu valor.

A arara-azul é uma das espécies mais contrabandeadas para grandes colecionadores e para zoológicos particulares, sendo que um exemplar pode chegar a custar cerca de U$30 mil. A comercialização é feita principalmente para a Europa, América do Norte e Ásia.

Principais vítimas do tráfico
Tráfico de animais silvestres
Onça-pintada com a pele arrancada


















Algumas espécies, de baixo valor comercial, são vendidas ilegalmente principalmente para populações de rendas mais baixas. As principais vítimas são:

Galo-de-campina
Azulão
Trinca-ferro
Canário da terra
Pássaro preto
Pintassilgo
Cardeal
Tico-tico
Pixoxó
Sabiá-laranjeira
Coleirinha
Bigodinho
Golinho
Chupim
Corrupião
Tartaruga de terra
Tartaruga de água
Sagui
Comércio de Primatas

Orangotango (Pongo pygmaeus)
Tráfico de animais silvestres
Apreensão de tartarugas
Os primatas, como o gorila, o orangotango e o chimpanzé, também são vítimas do comércio ilegal e estão correndo risco de extinção. Esses animais são retirados de seus habitats na África Central e Sudoeste Asiático e comercializados, principalmente, em países da Ásia e Oriente Médio. São utilizados como atração turística ou para serem exibidos como símbolo de status social.

Cerca de 3 mil animais são retirados, todos os anos, de seus habitats natural para serem vendidos no comércio ilegal, sendo os orangotangos as maiores vítimas. No comércio ilegal, um gorila vale em média U$400, enquanto um orangotango, cerca de U$1000.

Em alguns lugares, como os Emirados Árabes, Kuwait e Qatar, há grande demanda de filhotes de chimpanzés e gorilas, mas para captura de um filhote, cerca de 10 animais adultos morrem. O transporte dos filhotes, geralmente é feito através da bagagem de mão em voos regulares. Na China, a demanda por primatas é de safáris e zoológicos. De acordo com o UNEP, o turismo da Uganda lucra cerca de U$ 1 milhão por ano apenas com um gorila vivo.

Métodos de captura
Tráfico de animais silvestres
Cobras apreendidas 
Métodos cruéis são utilizados pelos traficantes para a captura dos animais silvestres:

Aves
Redes de neblina: Uma rede de material sintético é armada em meio a vegetação ou em área descampada, de modo que fique invisível. As aves que passam por ali, se chocam com a rede ficando presas em uma espécie de bolsa que se forma abaixo. Algumas aves podem ficar presas de modo que não seja possível retirá-la sem danificar a rede, mas por se tratar de um equipamento de alto custo, muitas vezes, o traficante opta por cortar as partes do corpo da ave que está presa para não danificar a rede.
Gaiola batedeira: Em uma gaiola, é colocado um indivíduo da mesma espécie que se quer capturar, para atrair outros de vida livre. Estas gaiolas são formadas por alçapões, que aprisionam as aves que se aproximam.
Visgo e cera depilatória: Fortes adesivos são aplicados em locais onde as aves geralmente pousam; as aves têm seus pés colados e são impedidas de voar. Algumas vezes, as asas também ficam presas, e são arrancadas impiedosamente pelos traficantes.
Arapucas: Gaiolas em forma de pirâmide atraem aves que se aproximam em busca de alimento.
Cágados
Coleta de ovos: Geralmente é feita a coleta dos ovos e é aguardada sua eclosão.
Iguanas
Balanço das árvores: é feito o balanço das árvores onde as iguanas passam a maior parte do tempo, fazendo com que caiam e possam ser capturadas.
Varas de pesca: linhas presas em varas de pesca, que tem por objetivo prende-las pelo pescoço e retirá-las do alto das árvores.
Primatas
Geralmente os traficantes estão em busca de filhotes, pois estes possuem maior valor comercial. Portanto, os pais são assassinados para que não impeçam ou agridam o apanhador.
Luta contra o tráfico
Repressão
Tráfico de animais silvestres
Tatus mortos por caçadores
Meios coercivos são usados contra o tráfico de animais, como a formação de brigadas anti caça furtiva (como é o caso em vários parques nacionais e reservas na África e na Ásia), o controle aduaneiro (em aeroportos e sobretudo portos), ou a inspeção de lojas de animais.

No entanto, é necessário superar algumas dificuldades: